Quando a infância pede escuta
Esse sofrimento pode se expressar em mudanças no comportamento, no brincar, na escola, no sono, na alimentação, nas relações ou na forma de lidar com separações e mudanças.
Meu trabalho busca compreender a criança em sua singularidade, sem reduzi-la a um comportamento isolado ou a uma expectativa dos adultos. Considero também os vínculos e os contextos familiares, escolares e sociais que participam de sua experiência.
Como o atendimento é construído
As sessões são organizadas de acordo com a idade, a demanda e as formas de expressão possíveis para cada criança. Conversas, brincadeiras, desenhos, histórias e outros recursos podem participar do encontro sem transformar o atendimento em uma atividade padronizada.
O processo é construído gradualmente, respeitando o tempo da criança e o vínculo que se forma no atendimento.
Participação dos responsáveis e sigilo
Os responsáveis participam dos combinados iniciais e de conversas de acompanhamento quando necessário. A forma dessa participação é conversada ao longo do processo, considerando a idade da criança, a demanda e o cuidado com seu espaço de confiança.
Para iniciar um acompanhamento contínuo, é necessária a autorização expressa de ao menos um responsável legal.
Explico desde o início como funciona o sigilo profissional e em quais situações éticas ou de proteção pode ser necessário compartilhar informações com os responsáveis.